Análise da implementação da metodologia de inspeção baseada em risco em equipamentos estáticos em uma planta química

Vitor Alves Del Duca

Resumo

A inspeção em equipamentos estáticos vem ganhando destaque no cenário industrial nacional e internacional. Tendo o objetivo de se garantir a integridade física dos ativos, reduzir o risco de incidentes e acidentes que podem levar a perdas financeiras e de vidas devido a falhas na gestão e controle da integridade/corrosão. No Brasil, a norma regulamentadora NR-13 (MT ,2017) define a frequência de inspeção dos equipamentos pressurizados estáticos, porém ela não aborda temas como a gestão de riscos dos equipamentos. O estudo, aplica a metodologia de inspeção baseada em risco (IBR) baseada na norma API-580 (API(a), 2016), de forma complementar à NR-13, e padrões corporativos de inspeção aos equipamentos não enquadrados na NR-13. Avaliando-se o nível de risco a que os equipamentos estão suscetíveis, e verificando suas estratégias de inspeções de acordo com os potenciais mecanismos de danos a que estão suscetíveis. No estudo, foram selecionados cinco equipamentos, entre vasos, tanques e tubulação. A metodologia avaliou as consequências que uma falha pode ter aos trabalhadores, sociedade e meio ambiente e bem como as consequências econômicas decorrentes de uma parada operacional não programada da unidade de processos. Como resultado, concluiu-se que vasos de pressão devem seguir a frequência de inspeção já definida pela NR13, porém com a atualização do escopo das técnicas de inspeção, mais aderente a detecção dos mecanismos de danos suscetíveis. Os tanques atmosféricos e a tubulação, tiveram diferentes classificações de riscos, com a possibilidade de modificação da estratégia de inspeção mais aderente aos mecanismos de danos e um aumento dos intervalos de inspeções de pelo menos 25%, quando comparado aos praticados antes da análise.

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