Estudo comparativo de aglomeração em disco rotativo e peletizadora

Autores

  • Samantha Custódio Aquino de Faria IPT
  • Sandra Lúcia de Moraes IPT

Resumo

O tema aglomeração é pouco pesquisado de forma aberta em universidades ou instituições 
de pesquisa, ocasionando uma relativa dificuldade de se encontrar dados gerais sobre os 
processos existentes. Desta forma, buscando contribuir com o avanço desta área do conhecimento, foram levantados dados e aspectos gerais para a seleção de equipamentos de 
aglomeração, comparando-se os processos por tombamento em disco rotativo e o método 
de baixa compressão utilizando peletizadora, utilizando areia 100% passante em 75 µm, 
para minimizar as variáveis de composição, que pudessem interferir na comparação dos 
resultados proporcionados pelos equipamentos. Dentre as comparações de formulações 
de aglomerantes, foi selecionado 1% de bentonita na composição da mistura e 10% de 
umidade inicial. No disco, foi adicionada água durante o processo, atingindo 19,5% de umidade (base úmida); já na peletizadora a umidade final foi 13%. Os resultados comparativos 
mostraram que para o disco rotativo a mistura não pode apresentar plasticidade que possa 
deformar as pelotas durante a operação; outro fator é que este processo utilizou 6,5% a 
mais de umidade, gerando maior custo energético de secagem. Por outro lado, o gasto de 
energia apenas do disco foi 10 vezes menor ao gasto de energia obtido na peletizadora. 
O rendimento do processo foi menor, chegando à razão de reciclo de 1:3 e promovendo 
maior porosidade no produto. Já a peletização mostrou maior aceitação de misturas plásticas, o produto obteve maior resistência mecânica, mas apresentou baixa porosidade. O 
rendimento do processo também foi melhor, chegando a 50,5% e a produtividade foi 10 
vezes maior que a do disco rotativo.

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Publicado

27.06.2025