Eficácia de tratamentos retardantes de chama para forros e revestimentos de Pinus em edificações
Resumo
Algumas espécies de Pinus, embora amplamente utilizadas na construção civil no Brasil, compondo forros e revestimentos de paredes e divisórias, apresentam desempenho desfavorável quanto à reação ao fogo, sendo comumente classificada como V-B, segundo os critérios da ABNT NBR 16626:2025 e das regulamentações de proteção contra incêndio dos Corpos de Bombeiros de diversos estados. Essa limitação restringe o seu uso em edificações onde a questão da segurança contra incêndios é determinante. O presente estudo teve como objetivo compilar a eficácia de diferentes tratamentos retardantes de chama para a melhoria da reação ao fogo dessas madeiras. Foram ensaiadas amostras de tábuas de Pinus sem tratamento e com diversos tipos de tratamento tratamentos, como: verniz não intumescente; verniz intumescente; tinta intumescente; imersão em produto retardante de chamas; e tratamento em autoclave com produto retardante de chamas. Os ensaios seguiram as normas ABNT NBR 9442:2024 (índice de propagação de chamas) e ASTM E 662:2021 (densidade óptica de fumaça). Os resultados demonstraram que partes dos produtos de tratamento empregados tiveram desempenho negativo ou nulo, ou seja, pioraram o comportamento ao fogo ou não proporcionaram melhoria significativa. Entretanto, determinados tratamentos possibilitaram a reclassificação da madeira para a Classe II-A, evidenciando seu potencial de aplicação em contextos mais exigentes sob o ponto de vista da segurança contra incêndio.