2,4,6-Tricloroanisol como Desafio à Qualidade de Vinhos: Cork Taint, Detecção e Controle
Resumo
O mercado mundial de vinhos, após um período de retração entre 2020 e 2021 em decorrência da pandemia de COVID-19, apresentou retomada do crescimento a partir de 2023, com aumentos significativos no consumo global. Nesse contexto de recuperação e expansão, o controle da qualidade tornou-se ainda mais relevante para a sustentabilidade e competitividade do setor vitivinícola. Entre os principais desafios associados à qualidade do vinho destaca-se a presença de haloanisóis, em especial o 2,4,6-tricloroanisol (TCA), composto responsável por aromas e sabores indesejáveis descritos como mofo. Estima-se que a contaminação por TCA seja responsável pela condenação de aproximadamente 4% da produção mundial de vinhos, resultando em expressivas perdas econômicas e prejuízos à imagem dos produtores. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo discutir os principais aspectos relacionados aos haloanisóis em vinhos, abordando sua origem, a sensibilidade do sistema olfativo humano, os métodos de extração e análise, bem como as estratégias de prevenção e remediação da presença desses compostos em vinhos e rolhas de cortiça.